sábado, 30 de janeiro de 2010

LIÇÃO 5 - TESOUROS EM VASO DE BARRO

TESOURO EM VASO DE BARRO

“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” 2 Co 4.7
INTRODUÇAO
Paulo continua defendendo seu ministério, o qual desempenha pela misericórdia de Deus. Deixa bem claro que a mensagem que prega e o genuíno evangelho. Nesse capitulo ele se compara a um vaso de barro, pequeno e frágil, mas que guarda um grande e precioso tesouro. Essa lição nos mostra que, a despeito da nossa fragilidade, o senhor nos usa na expansão do seu reino. Na aula de hoje atentaremos para a conduta do ministério de Paulo, a fragilidade e o conteúdo dos vasos de barros, e finalmente, da glorificação final desses vasos. Veremos que o Senhor decidiu, soberanamente, concretizar seus propósitos através de vasos frágeis, os quais, paradoxalmente, conduzem um conteúdo precioso.
I. PAULO APRESENTA O CONTEÚDO DOS VASOS DE BARRO (4.1-6)

2.Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia, nem falsificando a palavra de Deus; e, assim, nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade. Neste versículo Paulo contrasta sua personalidade com a dos falsos apóstolos. Note que Paulo, rejeita as coisas que por vergonha se ocultam, se referindo aos falsos apóstolos,ele fala que suas obras por vergonha, baixeza, ignomínia, não são dignas de serem repetidas (Ef 5.12), são atitudes condenáveis, as quais são reveladas pela luz do Evangelho (Ef 5.13).Os Falsos apóstolos, andam com astúcia e falsificando a palavra de Deus. Apesar de Paulo não falar os detalhes das obras desses homens, ele nos revela em outras passagens que tipo de obras eles praticavam, quais sejam: Andavam com falsos discursos, artimanhas que induziam ao erro doutrinário (Ef.4.14); Adulterando, prostituindo, falsificando Palavra, interpretando conforme suas crenças; Corrompendo e explorando alguns irmãos, para atender interesses pessoais (2 Co 7.2); Mercadores da Palavra (2 Co 2.17); era comum em seus discursos, palavras de lisonjas e suaves (Rm 16.18); Eram inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18), ou seja, não sofriam por amor a obra de Deus, mas, se preocupavam com as coisas terrenas, eram materialistas (Fp 3.19).Paulo não distorce a Palavra de Deus (2) e prega a Jesus e não a si mesmo (5).A mensagem do apóstolo é simples, ele não trata de si mesmo, mas do Cristo Crucificado (II Co. 4.5), escândalo para os judeus e loucura para os gregos (I Co. 1.23).
4.Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos que não crêem, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
Apesar de Paulo ter explicado várias vezes várias doutrinas elementares do ministério da Nova Aliança, que é revelado através do Evangelho de Cristo, muitos judeus e gentios estavam com o entendimento “fechado”, “cego”, mesmo Paulo apelando para suas consciências (4.2), afim de manifestar-lhes a verdade, mesmo assim eles não entendiam a mensagem da cruz de Cristo, conseqüentemente estavam se perdendo. Satanás cega as mentes dos não crentes, evitando que vejam a luz do evangelho. O deus deste século (Jo 12.31; 14.30; 16.11; Ef 2.2), ao chamar Satanás de “deus deste século”, Paulo mostra uma força sobrenatural - maligna, nos “bastidores” da vida real da humanidade, que emana da pessoa de Satanás, que tem cegado todos os que defendem e praticam a impiedade e perversão da Palavra de Deus(MT 13,4,19). (Ef 2.2,3 ) – ele rege o pensamento predominante do mundo(Política, cultura, artes e religião) .O apostolo se refere a “era presente” em contraste com a “era futura” . “ Um bom general deve penetrar no cérebro de seu inimigo”. Satanás empregas idéias universalmente aceitas, para convencer as pessoas que suas sugestões ardilosas são validas, “ Todos estão usando drogas, que mal faz experimentar ?”, “ Ninguém mais e fiel no casamento”, “ Virgindade e coisa ultrapassada, careta”, “ Seu casamento esta ruim, tente ser feliz com outra pessoa”, “Ter essa criança vai atrapalhar sua vida”.
II. PAULO EXPÕE A FRAGILIDADE DOS VASOS DE BARRO (4.7-12)
V 7 – “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.” Paulo retrata nosso corpo como um vaso de barro no qual Deus colocou um grande tesouro, o evangelho. No antigo oriente os vasos de barro eram comumente encontrados nos lares. Diferentemente dos vasos de metal ou de vidro, os de barro eram adquiridos por baixo preço e quebravam com facilidade. O que Paulo quer dizer ao usar a metáfora do vaso de barro? A figura usada fala da pequenez, da fragilidade do homem, que mesmo assim e o instrumento que Deus usa para a expansão do seu reino (I Co. 1.26-28) .O vaso só adquire valor se colocado nele algo precioso.” O viver cristão não e a remoção da fraqueza, tampouco e meramente a manifestação do poder divino;e a manifestação do poder divino na fraqueza humana. O cristão não e como um ser angelical , mas continua humano e cheio de fraquezas . A presença do espinho na carne proporcionou a Paulo maior graça (2 Co 3.5; 12.7-10)
A fraqueza do homem só serve para engrandecer a mensagem
Saber que o poder é de Deus, e não nosso, deve nos afastar do orgulho e nos motivar a manter nosso contato diário com Ele, nossa fonte de poder. Nossa responsabilidade é deixar que as pessoas vejam Deus por nosso intermédio.
Os problemas e as limitações humanas trazem muitos benefícios:
1. Ajudam-nos a lembrar o sofrimento de Cristo por nós;
2. Ajuda a não termos orgulho;
3. Ajudam-nos a ver além dessa vida tão curta;
4. Provam a nossa fé;
5. Dão a Deus a oportunidade de demonstrar seu grande poder. Não se ressinta por seus problemas. ‘Veja-os como oportunidades de adquirir experiências com o Senhor’” Neste ponto da carta, Paulo discute a realidade do sofrimento na vida cristão e a forma como devemos agir. “8 Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. 9 Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” .
As aflições são inevitáveis, porém o consolo divino traz refrigério e descanso, 2Co 1.3,4 “ Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.”
De quatro maneiras Paulo enfatiza que o poder de Deus vencia sua fraqueza no ministério: 1) Os problemas pressionavam severamente de todos os lados (ou de todas as formas), mas por causa do poder incomparável de Deus, eles não podiam angustiá-lo — o que também pode significar que eles não podiam nem mesmo restringi-lo de disseminar o Evangelho; 2) Ele às vezes via-se perplexo diante das muitas adversidades, e nem sempre entendia o que lhe sobrevinha e os motivos de tais coisas estarem acontecendo, mas nunca tinha o tipo de desespero que duvidava de Deus; 3) Ele era perseguido (no grego, inclui as idéias de ser expulso e perseguido de lugar em lugar; cf. At 14.5,6; 17.13), mas não ficava desamparado. O Senhor não o abandonou, nem seus companheiros o deixaram em apuros; 4) Ele era abatido pelos inimigos, mas não destruído ou arruinado” (HORTON, Stanley M. I & II Coríntios. 1 ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003, p. 203).
“Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos”(10); Paulo faz uma descrição dessas experiências, identificando-as com os sofrimentos e morte de Jesus Cristo. E um relacionamento intimo, profundo
Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele – Fp 1.29
Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte – Fp 3.10
Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja – Cl 1.24
Sofre pela igreja 11,12
III. PAULO FALA DA GLORIFICAÇÃO FINAL DESSES VASOS DE BARRO (4.13-18)
Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco - 4.14 ( I Co. 15.20-23 ) .Um corpo ressurreto (1Co 15.52-54)

Os sofrimentos do tempo presente não são para ser comparados com as glórias por vir que em nós serão reveladas (Rm. 8.18). As tribulações de Paulo foram leves e momentâneas apenas no seu modo de ver (I Co. 1.8,9; 2.4; 4.8,9; 6.4-10; 11.24-27), pois ele não atentava para as coisas visíveis, mas para as invisíveis e eternas (II Co. 4.18; Rm. 8.19-23; Fp. 3.20-21).Paulo mostra que o vaso, ou seja, o homem exterior esta se desgastando, mas o tesouro que esta nele continua intacto.
Ele insta com eles para que não deixem que as coisas temporais e visíveis os façam perder a visão das coisas invisíveis e eternas.
O cristão não deve se preocupar tato com o cuidar do “vaso” a ponto de negligenciar o tesouro que nele há.
O homem exterior não deve merecer mais atenção que o homem interior
CONCLUSÃO
Somos frágeis vasos de barro, mas em nos esta um grande tesouro.

Nossa força vem do Senhor
Não perca a perspectiva da eternidade
Valorize mais o homem interior (parte espiritual) que o homem exterior

domingo, 24 de janeiro de 2010

MUDANÇAS DE HABITO

Concordo com John Piper, na esteira de Paulo (1 Coríntios 9.24-27). “A vida cristã é um assunto tremendamente sério e os prêmios são infinitamente altos. O que você faz com a sua vida – a forma como corre sua corrida ou luta sua luta – fará a diferença entre participar das promessas do Evangelho e ser desqualificado. Fará a diferença entre alcançar ou não alcançar o prêmio da suprema chamada de Deus em Cristo. Fará a diferença entre receber ou não receber a coroa imperecível da justiça. A vida é uma coisa séria. A corrida da vida tem conseqüências eternas não porque somos salvos pelas obras, mas porque Cristo nos salvou das obras da morte para servir o Deus vivo e verdadeiro com uma paixão olímpica”. (John Piper)

Os hábitos nos habitam. Alguns são desenvolvidos em pessoas que não têm ambições na vida. Nessas pessoas, os hábitos podem ter a ver com a preguiça, com a falta de empenho. Vão levando a vida. Esses hábitos terríveis são destruidores e quem é assim deve olhar para a formiga, diz a sabedoria bíblica (Provérbios 6.6-11). Outros hábitos surgem, ao contrário, em pessoas que têm ambições, algumas com muitas ambições, o que as leva a hábitos que geram ações destrutivas. Trabalhar, por exemplo, é um hábito saudável; trabalhar compulsivamente é um hábito que destrói indivíduos, famílias e comunidades.

Há um outro tipo de hábito que navega também numa tensão. O hábito de falar da vida alheia decorre de um desejo muito útil: a curiosidade, natural em todo ser humano. Essa curiosidade acabou por se tornar um negócio, o negócio de bisbilhotar a vida alheia. Há profissionais da imagem e da reportagem dedicados a mostrar e descrever momentos nas vidas de pessoas consideradas famosas. Há leitores, ouvintes e telespectadores para este tipo de programa. Cuidado: ler, ouvir e ver programas desse tipo revela um pouco do caráter de quem lê, ouve e vê, mesmo sob a justificativa de isto não passar de um... passatempo.

John Wesley elaborou, em 1752 (!), um conjunto de regras sobre como lidar com a maledicência. Outro contemporâneo seu (Charles Simeon) fez o mesmo. Juntei os dois num decálogo:

1. Não darei ouvidos nem inquirirei voluntariamente sobre qualquer maledicência concernente a um de nós.

2. Se escutar algo maléfico com respeito a algum de nós, não acreditarei de imediato.

3. Comunicarei o que ouvi o mais breve possível, falando ou escrevendo, à pessoa em referência.

4. Não escreverei nem direi uma sílaba sequer daquilo que me foi dito a qualquer pessoa, seja quem for, antes do pleno esclarecimento do assunto. Depois disso, não mencionarei o que for comentado a qualquer pessoa.

5. Ouvirei a menor quantidade possível de coisas prejudiciais aos outros.

6. Não acreditarei em nenhuma delas, até que seja absolutamente forçado.

7. Nunca absorverei o espírito daquele que fala mal de outros e circula essas notícias.

8. Sempre moderarei, no que for possível, a crueldade expressa contra outros.

9. Sempre acreditarei que, se o outro fosse ouvido, o assunto seria relatado de maneira bastante diferente.

10. Não abrirei nenhuma exceção a qualquer uma destas regras.

Há um hábito que forma um par negativo com este: é o desinteresse pela vida alheia. Há pessoas tão concentradas em si mesmas que não se importam com a vida dos outros. Jamais falam dos outros, nem bem, nem mal, simplesmente porque as outras pessoas não lhes importam. O sofrimento delas não lhes importa. A dor delas não lhes importa. A fome delas não lhes importa. O drama delas não lhes importa. A salvação delas não lhes importa.

Os cristãos temos sofrido de um hábito terrível, que nega as bases da fé. Temos nos fechado. Nosso Evangelho é para nós mesmos. Em muitas situações, a diferença entre um clube e uma igreja cristã é meramente estética.

Como igreja, precisamos de ações mais concretas para fora e de menos programas para nós mesmos. E os programas para nós mesmos deveriam servir de capacitação para atuarmos onde Deus quer chegar.

Há ainda um outro tipo de hábito: a agitação e a passividade. Há pessoas que estão sempre correndo. Elas correm porque têm muito o que fazer. Elas correm quando não têm o que fazer. Entre os cristãos, muitos se perdem na tensão “ação versus oração”. Somos chamados a esperar no Senhor, mas também chamados a agir enquanto esperamos. Se muitos estão ocupados demais para ler a Bíblia e orar, outros pensam que, se fizeram isto, tudo lhes virá.

Numa vida cristã saudável, oração e ação estão em equilíbrio. Quem quer ouvir Deus precisa se calar. Quem quer espalhar Deus precisa falar. Só há sentido em uma pessoa se ajoelhar diante do Senhor, se, após a oração, ela se põe de pés para obedecer ao Senhor. Quanto mais oração, mais ação – esta é a síntese das vidas dos santos verdadeiramente santos.

ISRAEL BELO DE AZEVEDO

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

DEVOCIONAL DIARIO


Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares. Josué 1:9


Pensamento: Ao mesmo tempo em que estas palavras foram faladas a Josué, quando ocupou o lugar de Moisés, elas também se aplicam a nós. Pare um pouco e leia Salmo 139 em voz alta e veja que a promessa de Deus de ser conosco é para todos que o invocam. Ouça as palavras de Jesus em Mateus 28:18-20, quando promete aos seus discípulos que estaria com eles “todos os dias, até à consumação do século”. Lembre-se da promessa de Deus, reiterada de uma bênção do Antigo Testamento, em Hebreus 13:5, “Nunca te deixarei, jamais te abandonarei!” Sejamos fortes; nosso Deus, nosso Pai, nosso Pastor está sempre perto, mesmo quando não parece. Não podemos ir a lugar algum, sem sua presença próxima de nós, e em nós, Não estamos sozinhos. Não precisamos ter medo. De fato, nem mesmo a morte pode nos separar do seu amor. (Romanos 8:35-39)


Oração: Fique perto, querido pai, não apenas em sua promessa, e nem apenas com sua presença, mas também na minha consciência. Eu preciso saber que o Senhor está perto, quando enfrento as incríveis oportunidades que me chegam. Eu preciso ter confiança na sua ajuda e no seu amor sustentador, à medida em que lido com os grandes desafios na minha vida. Eu confio no seu amor fiel. No nome de Jesus. Amém.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

DEVOCIONAL DIARIO

Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados." Atos 5:31

Pensamento: Este é o Deus tremendo que nós cremos. Somente Ele é capaz, com sua destra poderosa, de elevar nossa condição humana, nos colocando em lugar de honra, transformando a nossa vida, nos tirando do Egito e nos levando para uma terra prometida, assim como fez com o povo de Israel. Nós somos a nação eleita, graças a Jesus, nosso Salvador, podemos nos arrepender e alcançar a remissão dos nossos pecados. Deus deseja profundamente, que você abandone este pecado em oculto, pois Ele quer te colocar em um lugar de honra. Confesse e se arrependa agora mesmo. O Senhor está dizendo que Ele quer te perdoar. Porque a obra de Jesus não foi em vão, Seu sangue foi derramado por você.

Oração: Senhor Deus, obrigado pela maravilhosa obra que tens feito em minha vida, sei que eu já não estou mais no Egito, mas ainda há muito do Egito em mim. Revela-me onde eu tenho sido falho, onde eu tenho cometido pecado, pois quero confessar ao Senhor, me arrepender, e mudar de vida. Obrigado pelo sangue de Jesus derramado por mim. Eu oro em nome de Jesus. Amém.

A GLORIA DO MINISTERIO CRISTÃO


A GLÓRIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO
Texto Áureo: II Co. 2.14 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 1.12-14,21,22; 2.4,14-17.


Objetivo: Mostrar que a glória do ministério cristão está na simplicidade e sinceridade com que se prega o evangelho e na salvação e edificação dos fiéis.


INTRODUÇÃO Apesar dos descalabros evangélicos que tentam ofuscar o brilho do ministério cristão, esse, uma vez desenvolvido em conformidade com a Palavra de Deus, continua sendo glorioso. Paulo escreveu a Timóteo, jovem pastor de Éfeso, ressaltando a sublimidade do ministério (I Tm. 3.1). O Apóstolo dos gentios é um grande exemplo de alguém que desenvolveu o ministério cristão com a dignidade e a sinceridade que lhe é devida. Na lição de hoje refletiremos a respeito do seu ministério apostólico, suas atitudes perante a igreja, bem como sua resposta aos falsificadores da mensagem evangélica.

1. O MINISTÉRIO APÓSTÓLICO DE PAULO Paulo ressalta a glória do seu ministério apostólico apelando para o testemunho da sua consciência (II Co. 1.12). O Apóstolo dos gentios é cônscio do desenvolvimento das tarefas para as quais o Senhor lhe capacitou (Rm. 15.17-19). É evidente que a consciência de Paulo estava tranqüila porque esse conhecia e observava a Palavra de Deus. A consciência humana não é infalível como defendiam os gregos e romanos, pois essa precisa estar respaldada pela Palavra de Deus (I Co. 4.2-5). Mas deixar de atentar para a consciência significa incorrer no risco de perder-se espiritualmente (I Tm. 1.19). Os obreiros de Deus que atuam com a consciência fundamentada na Palavra são motivos de glória (II Tm. 2.16,16). Os que seguem as diretrizes da Palavra se alegrarão na eternidade ao verem o fruto do seu trabalho (Fp. 4.1; I Ts. 2.19). Como Paulo, podemos nos gloriar na obra do Senhor, contanto que isso não seja feito com orgulho ou auto-exaltação, mas com o coração comprometido com a igreja e com a causa do evangelho de Cristo (II Co. 10.17; I Co. 15.10). Paulo, diferentemente de alguns obreiros dos dias atuais, fundamentou seu ministério não em palavras de persuasão humana, mas na simplicidade, no escândalo e loucura da mensagem da cruz de Cristo (I Co. 2.1-5). Por esse motivo, sua consciência sossegava na certeza de estar cumprindo a meta para a qual o Senhor o separara. A meta de Paulo não era obter a aprovação dos outros, antes viver em sinceridade – eilikrineia em grego – termo que, literalmente, diz respeito a algo que é capaz de suportar a luz do sol e pode ser mirado com o sol brilhando através dele. O objetivo primordial do obreiro de Deus não é alcançar popularidade, mas pregar e viver a Palavra de Deus (II Tm. 2.15; 4.12).


2. A ATITUDE DE PAULO PERANTE A IGREJA Os acusadores de Paulo diziam que ele não agia com leviandade e que não eram íntegros em suas palavras (II Co. 1.17,18). Essa acusação deu-se por causa da mudança de planos do apóstolo em relação à viagem pretendida. Eles pretendiam denegrir a imagem do Apóstolo, criticando-o por seguir a sabedoria humana, agindo segundo a carne (II Co. 1.12) e por ignorar a vontade de Deus (II Co. 1.17). Paulo responde aos críticos afirmando que resolveu mudar os planos da viagem – de Corinto para a Macedônia para da Macedônia para Corinto – por reconhecer uma necessidade premente naquela igreja. Com essa atitude ele pretende mostrar-se sensível às carências das igrejas e que a mudança de percurso revelava diligência na resolução de uma causa urgente. Com essa viagem os coríntios seriam beneficiados, esse seria um segundo benefício (II Co. 1.15), haja vista que o primeiro teria sido o período de dezoito meses em que esteve entre eles (At. 18.11) e os havia ganhado para o Senhor, tornando-se pai espiritual deles (I Co. 4.15). Ainda no intuito de defender-se da acusação de leviandade, Paulo faz referência à fidelidade de Deus. E, do mesmo modo, diz que suas palavras são verdadeiras, sinceras e coerentes (Mt. 5.37). Com essas palavras o Apóstolo argumenta em favor da sua sinceridade, e principalmente, das motivações corretas, fundamentadas no amor a Cristo e a Igreja para a glória de Deus (II Co. 1.19,20).


3. CONTRA OS FALSIFICADORES DA PALAVRA Os falsificadores da Palavra eram aqueles que transformavam o evangelho de Cristo numa mercadoria a ser vendida. Em nossos dias nos deparamos com exemplos dessa mesma natureza, falsos obreiros que pregam um evangelho adulterado, descompromissado com a Palavra de Deus. Como não há compromisso com a Verdade, pregam aquilo que as pessoas desejam ouvir, não o que precisam ouvir (II Tm. 4.3). Tais profissionais utilizam estratégias de marketing com vistas à autopromoção. Igrejas incautas, por não se voltarem à Palavra, são fontes de lucro fácil para esses negociantes do evangelho de Cristo (II Co. 4.2; 11.20). Há até os que vendem pacotes para eventos evangélicos e têm a audácia de cobrar de acordo com a quantidade dos “milagres” que serão realizados. Cobram quantias vultosas para ir às igrejas, exploram os irmãos pobres a fim de satisfazer suas vaidades e para suplantar seus complexos de inferioridade. Investem exageradamente na aparência pessoal, usam gravatas importadas com custos vultosos, ternos luxuosos e sapatos com preços exorbitantes, tudo isso para causar impacto nos ouvintes. Paulo, diferentemente de tais falsificadores, não estava mercadejando a Palavra de Deus, não pretendia transformar o evangelho em um produto (II Co. 2.17a). O Apóstolo estava comprometido com a mensagem do evangelho, sabendo que essa procedia não de homens, mas de Deus (II Co. 2.17b). Também não fazia uso de malabarismos e subterfúgios para ludibriar as pessoas. Como Pedro, sabia que não importava agradar os homens e não agradar a Deus (At. 5.29). Por esse motivo pautava seu ministério na sinceridade, falava com honestidade aos seus ouvintes, fundamentava seu ensinamento não na ganância, mas na sinceridade a Deus.

CONCLUSÃO Duas palavras resumem o ministério de Paulo e servem de critério para os obreiros de Deus: simplicidade e sinceridade. O Apóstolo não vivia de ostentações, não buscava glória própria, não camuflava a Palavra a fim de obter lucro e aprovação humana. A expansão do evangelho era a sua motivação central, mas sabia que essa somente seria alcançada caso estivesse de acordo com os parâmetros divinos. Quando o obreiro se encontra no centro da vontade de Deus, ele pode dormir com a consciência tranqüila. Mais que isso, tem autoridade espiritual para se opor aos falsificadores da Palavra que distorcem o evangelho de Cristo a fim de ludibriar o povo de Deus (II Co. 4.2).

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

PAI NOSSO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

Pai nosso, que estais nos céus, Comercializado seja o vosso Nome. Venha a nós muito dinheiro. Seja feita a nossa vontade: Mansões na terra e um lar no céu. O milhão nosso de cada dia, nos dai hoje. Perdoai as nossas dívidas, Assim como nós as cobramos dos nossos evedores. Não nos deixeis cair em nossas armações, Mas livrai-nos do fiscal. Porque este reino, e este poder, São a nossa glória para sempre. AMÉM.
Autor: Levi B. Santos Fonte: GENIZAH

DEVOCIONAL DIARIO

O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra." Salmos 34:7

Pensamento: O Senhor está acampado aonde estivermos, independente da situação Ele sempre está olhando por nós, fico imaginando este Pai amoroso, correndo para cá e para lá nos protegendo e nos defendendo. Porém se você está passando por situações de adversidades, lembre-se que essas lutas vão servir para seu crescimento, e esse tempo logo irá passar e a vitória do Senhor estará sobre você.

Oração: Pai ensina-me a manter meus olhos sempre abertos para ouvir a Sua voz em todos os momentos da minha vida, e que eu sempre sinta a Sua presença ao meu lado. Eu oro em nome de Jesus. Amém.