sábado, 28 de novembro de 2009

A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI

Lição 9
A restauração espiritual de Davi

TEXTO ÁUREO
"Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR te traspassou o teu pecado; não morrerás" (2 Sm 12.13).

VERDADE PRÁTICA
O caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Salmos 51.1-4,7-12,17


INTRODUÇÃO

O crente não esta imune ao pecado e infelizmente muitos caem, pecam, como no caso de Davi.O relacionamento pecaminoso de Davi com Bate-Seba foi rápido, mas as suas conseqüências foram duradouras. Uma prova disto e que falamos do fato ainda hoje.
Por que pecamos?

1) QUESTÃO DE NATUREZA - O homem nasce pecador (Sl 51.5/Rm 3.23/Ef 2.1-3/ 1 Jo 1.8)

2) FALTA DE VIGILÂNCIA – Mt 26.41/ 1Pe 5.8 .Precisamos estar atentos, pois a tentação pode surgir a qualquer momento.

3) FALTA DE CONFRONTAÇÃO – Gn 39.7-12 José não cedeu, confrontou e depois fugiu, por isso sua memória permanece pura, imaculada.

O pecado pode parecer prazeroso na hora, mas suas conseqüências são amargas .

“ O salário do pecado e a morte,...” Rm 6.23. Até ser confrontado pelo profeta, ele agiu à semelhança dos nossos primeiros pais, que também tentaram ocultar seus pecados (Gn 3.1-13).Davi escondeu seus pecados por pelo menos um ano. 3 perigos : a) tentar justificar , afinal todo mundo peca; b) esconder, acobertar ;C)Não confessar, continuar no pecado. Deus deu a Davi tempo para corrigir seus erros mas ele não o fez. Todavia, uma vida de pecados ocultos apenas prolonga o sofrimento de quem os comete, já que de Deus ninguém consegue esconder nada.Sl 32.3,4; Sl 51.2,3,4,8,12,14 . O pecado afeta nossa relação com Deus. Por certo, Davi só obteve paz espiritual após dizer a frase que resume a atitude de um pecador arrependido: "Pequei contra o Senhor" (2 Sm 12.13).

I. A RESTAURAÇÃO E A PALAVRA DE DEUS

1. Davi e a Palavra de Deus. Davi certamente era um homem que amava a Palavra de Deus. Entretanto, podemos afirmar com segurança que no momento de sua queda espiritual ele estava longe da lei divina. O mais simples é entendermos que Davi se tornara um crente com uma vida devocional pobre, e que, por isso, não percebera sua fragilidade nem tampouco a cilada de Satanás.

2. O cristão e a Palavra de Deus. encontramos várias atitudes que o cristão deve tomar em relação à Palavra de Deus, a fim de que não venha tropeçar . O crente necessita ouvir a Palavra, recebê-la e também nela meditar (Sl 1.2). Precisamos ter prazer nela, meditar nela dia e noite, fazer dela sua regra de fé, vida e conduta (Tg 1.21,22)A Palavra precisa ser aceita e acolhida por nossas mentes e corações. Quantos tropeçam porque não recebem aquilo que Deus está a lhes falar? Armar-se com a Palavra é outra atitude fundamental para não fracassar (Ef 6.17). Contudo, o que adianta armar-se com a Palavra ou estar cheio dela se não soubermos como usá-la? É preciso manejar bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15).
Quanto mais nos aproximamos de Deus através da comunhão, mais distantes ficamos do pecado e das concupiscências da carne. Porém o inverso também é verdadeiro. Isto é lei
II. A RESTAURAÇÃO E A INFLUÊNCIA DE FATORES EXTERNOS EM NOSSAS DECISÕES

1. A influência do meio. Embora não sirva de desculpa, não há como negar que Davi se deixou influenciar pelo meio no qual vivia. Na cultura do Antigo Oriente os reis eram quase semi-deuses, podendo exercer um poder absoluto e ter praticamente tudo o que queriam. Essa influência do meio fez com que ele desejasse e possuísse Bate-Seba, sem se dar conta do grande mal que estava praticando.
Paulo nos previne: “não vos conformeis com este mundo”, nossa atitude de inconformismo com o mundo vai muito além dos comportamentos e costumes. Influenciar o meio é nossa missão precípua, o bom testemunho, o bom serviço cristão, o amor de serviço (ágape) são meios para influenciarmos e ganharmos almas para o reino. Infelizmente, muitas vezes, nós é que somos influenciados pelo meio e não entendemos o que significa ser cristão hoje, nesse momento. “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Colossenses 3.1-6).
Os transformados por Deus vivem agora para a glória d’Ele, são luzeiros na escuridão, escaparam do meio corrupto e de ética volúvel.
Viver em meio à corrupção e não ser alcançado por ela, viver entre os impetuosos defensores daquilo que é contrario à nossa fé e cercados por um mar revolto de corrupção sem abrir mão dos princípios da fé, é o desafio para nós, cristãos de hoje, a fidelidade é a nossa marca, fidelidade à sã doutrina e aos princípios régios da Reforma. É possível ser um cristão íntegro no meio dessa geração corrompida e má.

2. Nossa responsabilidade moral. a Escritura coloca sobre nós toda a responsabilidade pelas decisões que tomamos.
É bom sabermos que, como agentes morais livres, somos responsáveis por nossas ações ou decisões. Não é possível nenhum processo de restauração quando desconsideramos esse fato. Por que Davi caiu? Por que Pedro negou a Jesus? Por que Judas o traiu? Em todos os casos, de quem era a culpa? Deus pode ser responsabilizado pelas ações desses homens? Algum deles foi predestinado a cometer tal ato? Em todos esses casos, quer estivessem motivados por agentes da tentação externos, quer não, a Escritura põe a responsabilidade desses atos sobre cada um deles. A culpa foi de Davi, a culpa foi de Pedro, a culpa foi de Judas. A culpa é nossa. É por isso que, para ser restaurado, Davi exclamou: "Porque eu conheço as minhas transgressões; e o meu pecado está sempre diante de mim" (Sl 51.3).

CONCLUSÃO
A restauração, sob o ponto de vista humano, é a arte de se colocar contritamente nas mãos do divino Oleiro para que ele refaça o vaso quebrado e lhe dê novamente a forma e a beleza anteriores, depois de qualquer escorregão e queda ou de qualquer escândalo e desastre de natureza moral e religiosa. Davi humilhou-se e foi restaurado. Nós, a exemplo de Davi, não temos porque viver sob o domínio do pecado, uma vez que a Escritura assegura-nos de que o sangue de Jesus quebrou esse domínio e tem poder para nos purificar totalmente dele (Rm 6.14; 1 Jo 1.7,9). Um espírito quebrantado e um coração contrito são os sacrifícios exigidos para essa restauração, Deus não nos rejeitará por causa da sua infinita misericórdia, compaixão e graça, que são prometidos a todo aquele que se encontra esmagado, oprimido e desmoralizado pelo pecado e pelos poderes satânicos. Se confessarmos nossa culpa e reconhecermos nossas faltas, Deus será fiel a nós, será justo conosco, perdoará nossos pecados e purificar-nos-á de toda injustiça.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A PALAVRA FORA DO LUGAR

INTRODUÇÃO
EX 20.16 / 1 Reis 21.8-13

O nono mandamento tem como alvo proteger a honra; o que e fundamental para a convivência social. Ninguém quer ver seu nome atingido ou jogado na lama.
PV 22.11 “Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; o ser estimado é melhor do que a prata ou o ouro”

I - O FALSO TESTEMUNHO

Todo o sistema judicial hebreu era baseado no testemunho. Todas as provas eram colhidas a partir das falas das testemunhas (cf. Deuteronômio 19.15-21). Uma palavra podia salvar ou condenar, à morte até.
O código penal brasileiro considera a calunia ( IMPUTAR A ALGUEM MENTIRA, FALSIDADE), a difamação(TIRAR A BOA FAMA, DESACREDITAR – Tt 3.2 )e a injuria(INSULTAR, AGRAVAR) crimes. O código penal brasileiro (Artigo 342) pune com um a três anos de reclusão e multa aquele que fizer "afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha em processo judicial ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral".
Você já ouviu falar de alguém condenado nesses crimes?Mas com certeza já ouviu sobre os efeitos danosos, para não dizer mortais do falso testemunho.
Todos esses crimes estão relacionados a mentira.O problema da mentira e antigo(Gn 3.4 c/ 2.17). A mentira tem origem no diabo (Jô 8.44)_Deus que e verdadeiro abomina a mentira.
Todos precisamos falar. Porque precisamos falar, precisamos aprender a controlar a fala, para não sermos controlados por ela.O nono mandamento nos ajuda nesta difícil jornada.

II – A MENTIRA BRANCA, DO GASTO, NECESSARIA.

Embora saibamos o valor da verdade, nem sempre a praticamos.
Com Deus não tem meio termo ou meias verdades.
At 5.1-11 ( O alto preço de uma mentira)

III – O PROBLEMA DA MALEDICENCIA
1 Pe 2.1/ Tg 1.26
É difícil saber o que e mais abominável: Falar mal dos outros ou dizer dos outros o que não fizeram ou falaram. Pv 20.19 / Pv 6.16-19
Males de uma língua indomada Tg 3.3-12
3.3-6 – O PODER DA LINGUA
3.7-12 –A PERVERSIDADE DA LINGUA
Quando for passar uma história adiante primeiro passe-a pelas três peneiras:

Primeira peneira: a Verdade.
Pergunte-se se o que você quer contar é verdadeiro. Se não o for, deixe-o morrer. Se for, passe-o pela segunda peneira: a Bondade. É coisa boa? Ajuda a construir o caminho e a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, passe-o pela terceira peneira: E edificante. Convém contar!? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?!.

Se passar pela três peneiras, conte!!! Tanto eu como você e seu irmão nos beneficiaremos. Caso contrário esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos a envenenar o ambiente e levar a discórdia entre irmãos e colegas. Devemos sempre ser a estação terminal de qualquer comentário infeliz, sepultando-o.
Sl 34.13/ 1Pe 3.10

Precisamos cantar para nos mesmos o cântico das crianças: “ Cuidado boquinha com o que fala.”
Tratado estabelecido por Jonh Wesley entre os metodistas:

Que nem ouviremos nem procuraremos saber de más informações a respeito dos outros;
Que no caso de ouvirmos algum mal dos outros, não seremos afoitos em acreditar;
Que tão logo for possível, comunicaremos oralmente ou por escrito à parte acusada aquilo que ouvimos;
Que enquanto não tiver feito isso, não comunicaremos a qualquer outra pessoa uma só sílaba do que ouvimos;
Que nem tampouco mencionaremos depois a outra pessoa qualquer;
Que não faremos exceção a nenhuma destas regras, a não ser que nos julguemos absolutamente obrigados em reunião do grupo a fazê-lo.”

Ef 4.25 “ Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros”
Ef 6.14 “ Estai,pois, firmes cingindo-vos com a verdade, e vestindo-vos com a couraça da justiça “
Cl 3.9 “ Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com seus feitos”

CONCLUSÃO

Ao proibir o falso testemunho, Deus esta proibindo a mentira tanto para nos beneficiar ou prejudicar o próximo.

Nossas palavras mostram quem realmente somos.

“seja a vossa palavra sim, sim, não, não, pois o que passa disso e de procedência maligna” (Mt 5.37)

Lembre-se Ap 21.8 diz que os mentirosos ficarão fora do céu.

Esteja Naquele que disse ; “ Eu sou a verdade,..”

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Consideremos a bondade de Deus !

"Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado" - Romanos 11:22.

Quando alguém chega para nós e diz: ...considere tal coisa... o que fazemos ? O que significa "considerar" ? Segundo o Michaelis é "meditar" ; "pensar" ; "reflexionar" ; "conceber" ; "imaginar"...Assim, Paulo nos admoesta agir assim, ou seja, "considerar" a vida sob dois aspectos:
a) Sobre a BONDADE do Senhor para com os que permanecem firmes... b) Sobre a SEVERIDADE do Senhor para os que caíram... Não vamos falar sobre a severidade, afinal, quem caiu (e permanece caído) ou quem busca ou labora por queda deve estar ciente do inevitável castigo e conseqüência que o(a) acompanha. Vamos falar de bondade, aleluia ! Uma bondade que desfrutamos e que toca as cordas espirituais e dá o tom da canção de nossa vida. Essa bondade está vinculada às insondáveis riquezas de Cristo. Mas que riquezas são essas ? A riqueza de possuir vida em si mesmo, dentre os mortos (espiritualmente) falando. Talvez seja necessária uma reeducação de nossa mente para entendermos o verdadeiro significado de "riqueza", pois, ao pensarmos no termo em si já o conectamos com abundância (material), fortuna (material), fartura (material), etc. Isso provoca um distúrbio em nós que fatalmente nos mergulha num estado de comparação, onde acabamos por nos comparar a outros em muitos aspectos, mas principalmente o material. Mas e a riqueza espiritual ? Será que damos a ela a devida consideração, conforme somos admoestados?Quando entendemos isso constatamos que existem pessoas muito ricas, mas extremamente pobres e pessoas pobres, extremamente ricas.Então, vamos começar esta semana de trabalho consideramos de fato a nossa verdadeira riqueza. Onde ela está ? O que ela representa para nós ? Estamos cientes dela e a cuidamos para que ninguém se torne instrumento de rapto dessa bondade divina ?Agora é hora de considerar a bondade de Deus, todavia, ajustemos o "timer" para a eternidade, pois, se olharmos apenas para o momento presente dificilmente atentaremos para a benignidade do Senhor."Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!" - Romanos 11:33.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

DEFICIÊNCIAS

DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana (escritor gaúcho nascido em 30/07/1906 e falecido em 05/05/1994 )

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem enxergar a grandeza de Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre."

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

PARECE O SENADO,UM DEFENDE O OUTRO

por Valmir Nascimento Milomem

Em seu blog, Marco Feliciano escreve artigo em que comenta a briga entre a Globo e a Record. “O que me causa repúdio“, anota Feliciano, ”é a inércia da nossa classe, os evangélicos. Vejo as pessoas falando mal de líderes, igrejas, costumes, doutrinas, etc. Onde estão os irmãos na hora da acusação? Onde estão os que juraram amor à obra?”.
Diz ainda que: “Você pode não ter simpatia pelo pastor Marco Feliciano, Pr. Silas Malafia, Bp. Edir Macedo, Ap. Estevam, Bp. Sônia Hernandes e o missionário David Miranda. Porém, você não pode acreditar em tudo o que vê ou lê; é preciso apurar todos os fatos“. E mais: “A briga entre Globo e Record é nossa? SIM, pois respinga nos evangélicos”.
Pois bem, caros leitores, façamos uma breve análise de tais afirmações.
Marco Feliciano tem toda razão ao dizer que a emissora Globo reiteradas vezes utilizou-se de suas programações a fim de achincalhar os evangélicos, dando a entender que, de modo geral, o crente é esquizofrênico e todos os pastores e líderes, pilantras. Tem razão ainda ao afirmar que a Globo nunca deu a mesma publicidade às notícias de absolvição de líderes cristãos nos mesmos moldes daquelas dadas às acusatórias. Portanto, ponto para o pregador!
Lealdade ou integridade?
Por outro lado, vale destacar que os evangélicos não são uma classe, como quer o pregador (os cristãos nascidos de novo pelo menos não o são). O vínculo que nos une não é uma causa - como dizia C. S. Lewis - mas sim o amor. Evangélicos não possuem causa, mas propósito. De modo que biblicamente não sou obrigado a defender cegamente determinado líder, pastor ou bispo, pelo simples fato dele se autodenominar como tal; afinal, antes da lealdade vem a integridade, como dizia Charles Colson (citado por
César Moisés). Segundo ele, “Integridade vem primeiro”. Isso por uma simples razão: “Lealdade”, disse ele, “não importa o quão admirável seja, pode ser perigosa se investida em uma causa indigna”, contrariamente, integridade não, pois, continuou, “vem do verbo grego integrar, que significa tornar-se unido para formar um todo completo ou perfeito”. Por conseguinte, nossas “ações devem ser coerentes com nossos pensamentos”.
Com efeito, antes de exercitar uma lealdade cega e imbecil em relação a determinado líder evangélico, é preciso preliminarmente verificar se tal pessoa atende aos requisitos da integridade bíblica. Mesmo porque, não fazemos parte de um sindicato, partido político, associação civil ou organização não-governamental, de modo a defender com unhas e dentes os membros de tal instituição, tal qual um buldogue que age pelo impulso em obediência aos comandos do seu proprietário. Não, definitivamente não somos classe, e não seguimos a cartilha de uma entidade! Somos igreja. E como igreja devemos rejeitar o joio e denunciar os lobos devoradores.
Além disso, como afirmei outrora,
no caso Silas Malafaia, o problema do cristianismo atual é a reiterada eleição de pastores-ídolos-estrelas, os quais são tratados como se fossem semideuses, perfeitos e intocáveis. Suas pregações são sagradas; seus escritos inerrantes e suas condutas imunes à críticas. Alguns crentes tornam-se seguidores não de Cristo, mas de homens; e quando esses indivíduos tropeçam seus seguidores ficam a ver navios, e sem explicações a apresentar. Não quero anular a autoridade espiritual do líder, e a obediência necessária aos pastores (Hb. 13.17), mas sim afirmar que como cristãos precisamos ter discernimento, sabedoria e inteligência espiritual (Cl. 1.9). Somos compelidos a atentar para a maneira de viver dos nossos líderes espirituais (Hb. 13.7), para que possamos localizar quem são os mercenários (Jo. 10.12), os lobos devoradores vestidos em peles de ovelha (Mt. 7.15), e os pastores que apascentam a si mesmos (Ez. 34.2).
Onde estão os irmãos na hora da acusação?
Marco Feliciano ainda pergunta: “Onde estão os irmãos na hora da acusação? Onde estão os que juraram amor à obra?”. Essa é fácil de responder: “No mesmo lugar em que estávamos no momento em que pastores extorquiam crentes indefesos e de boa fé”.

DEVOCIONAL

Uma igreja, uma fé
por Max Lucado


“Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.” João 17:11

“Para que sejam um”, Jesus orou.

Um. Não um em grupos de dois mil. Mas um em Um. Uma igreja. Uma fé. Um Senhor. Sem Batistas, sem Metodistas, sem Adventistas. Apenas Cristãos. Sem denominações. Sem hierarquias. Sem tradições. Apenas Cristo.

Idealista demais? Impossível conseguir? Eu não acho. Coisas mais difídeis foram feitas, você sabe. Por exemplo, uma vez em um madeiro, um Criador deu sua vida pela sua criação. Talvez tudo o que precisamos seja alguns corações dispostos a seguir o exemplo.

E quanto a você? Você pode construir uma ponte? Lançar uma corda? Abrir uma brecha? Orar pela unidade?

domingo, 6 de setembro de 2009

FRASES

“Todos gostam de poder, mesmo quando não sabem o que fazer dele”.
Benjamin Disraeli.