sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PRINCIPIO BIBLICO DA GENEROSIDADE

PRINCIPIO BIBLICO DA GENEROSIDADE
2CO 9.7

GENEROSIDADE: Virtude daquele que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em beneficio de outrem.
A generosidade deve preencher o coração alcançado pela graça. Se há alguém que precisa ser generoso e o salvo, pois foi generosamente alcançado pela graça salvadora
(Tt 2.11). Em Mt 8.10 lemos “ ,.. de graça recebei, de graça daí.” . Ser generoso não e uma escolha ou opção, mas um eficiente testemunho de que somos salvos (Ef 2.10).
Vivemos em uma sociedade marcada pelo individualismo e o egoísmo, onde parece não haver lugar para a generosidade.
Os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios podem ser chamados de teologia da generosidade. Esses capítulos tratam do amor na pratica, ou seja, sendo generoso . O amor e ativo, se expressa com atitudes ( 1 Jo 3.15-18).
At 11.29,30 – A igreja em Jerusalém passava por serias dificuldades. Organizou-se uma coleta para ajudá-la ( Rm 15.25-28).
I – EXEMPLOS DE AÇÕES GENEROSAS ( 8.1-6,9;9.1,2)
OS MACEDONIOS – Apesar das dificuldades e pobreza, ofertaram do pouco que tinham para socorrer os pobres de Jerusalém ( Lc 21.1-4).O principio da generosidade esta fundamentado na idéia e atitude de DAR .At 20.35 – Há na bíblia palavras relacionadas com dar(Dar ou ato de dar,oferta ou ofertar,dizimo ou dizimar e a décima parte; na bíblia temos 2.308 vezes a menção , a idéia de dar, doar .
O MAIOR EXEMPLO – 2 Co 8.9 “ Sendo rico , por amor de vós se fez pobre,..” O sacrifício de cristo teve inicio no céu ,quando se despojou de sua gloria para vir a terra e dar a sua vida em resgate da humanidade . O sentimento que dominou o ministério de Cristo, e o que deve permear o coração dos crentes, tendo disposição para fazer o melhor pelo reino de Deus.
EXEMPLO DA IGREJA CORINTIA (9.1,2)
II – EXORTAÇÃO AO ESPIRITO GENEROSO PARA CONTRIBUIR
A IGREJA DE CORINTO FOI ENCORAJADA A REPARTIR GENEROSAMENTE COM OS NECESSITADOS.
A RESPONSABILIDADE SOCIAL DA IGREJA
. Atender ao pobre e ao necessitado e um preceito bíblico: Lv 23.22;Dt 15.11: Tg 2.14-17. Jesus não desprezava os pobres (Lc 4.18,19). Pregava, curava, mas quando o povo tinha fome, lhes deu pão (Mc 6.34-44).A igreja primitiva deu ênfase a assistência social (At 2.44,45).A igreja não pode ser manca, focar apenas a salvação da alma, ela precisa cuidar dos seus, precisa se preocupar com seu bem estar físico e social. NOSSA MISSÃO É SOCORRER O HOMEM NO SEU TODO, PARA QUE NÃO SOMENTE USUFRUA PAZ DE ESPIRITO, MAS TAMBÉM CONSERVE NO CORPO E NA MENTE MOTIVOS DE ALEGRIA E ESPERANÇA.


A GENEROSIDADE CRISTÃ REQUER RECIPROCIDADE MUTUA DOS RECURSOS
. O sentimento comunitário e um dos sinais do cristianismo autêntico. O principio da igualdade refuta as diferenças sociais quando e possível que algo seja feito. A reciprocidade mútua entre os crentes supre as necessidades dos irmãos. Não pode haver espaço para a fome ou nudez no meio do povo de Deus. Esse sentimento deve permear a vida do cristão.(MT 25.35-40)
III – OS PRINCIPIOS DA GENEROSIDADE
O VALOR DA LIBERALIDADE NA CONTRIBUIÇÃO Dt 14.22/Ml 3.10 . O dizimo mais que uma regra a ser obedecida, é um principio de gratidão, fé e obediência. O doador o faz porque reconhece o senhorio de Deus sobre suas finanças.Nossa contribuição não pode se restringir apenas aos 10%, pois ela e regida pelo principio da liberalidade. ‘ O dizimo não deve ser um teto em que paramos de contribuir, mas um piso a partir do qual começamos” .Não há limite para a contribuição, a pessoa oferta o que propuser no seu coração. As ofertas devem ser espontâneas, de coração aberto( Ex 35.22;36,5;1Cr 29,3,4). Assim como Ele nos abençoa, espera que abençoemos os outros. Nunca nos parecemos mais com Deus, do que quando somos generosos, doadores.
A IGREJA DEVE SOCORRE OS NECESSITADOS OBEDECENDO A 3 PRINCIPIO QUE NORTEIAM O SERVIÇO SOCIAL
A) MUTUALIDADE –Devemos ser generosos, reciprocidade e solidariedade
B) RESPONSABILIDADE –Com a obra de Deus e com os irmãos necessitados
C) PROPORCIONALIDADE – O cristão contribui segundo suas posses ( 2Co 8.12)
A GRAÇA DE CONTRIBUIR
“Paulo mostra que a “generosidade, quando realizada com o espírito apropriado, pode ser uma fonte de bênçãos a todos aqueles que estão envolvidos – aos outros, a Deus, e a nós mesmos. o cristão generoso é ‘alguém que semeia’. Não há medo de destituição na generosidade, pois ‘dar é semear’ e semear significa esperar uma colheita. O mundo enriquece tirando dos outros; o cristão enriquece dando aos outros. Em uma das suas expressões contrastantes, Paulo sugere que existem duas maneiras de semear – pouco e em abundância – com as colheitas correspondentes. ‘Alguns há que espalham, e ainda se lhes acrescenta mais; e outros, que retêm mais do que é justo, mas para a sua perda. A alma generosa engordará, e o que regar também será regado’ (Pv 11.24,25). Aquele que semeia com abundância semeia ‘no princípio das bênçãos’, e com base nisto ele colhe. A idéia de bênçãos é o princípio da mordomia cristã (cf. Lc 6.38).

CONCLUSÃO
A prática da generosidade cristã deve ser cultivada na igreja cristã. Para tanto, é preciso que haja desprendimento, que a cultura mundana do acúmulo, denominada, em algumas ingrejas, de “bençãos”, seja reavaliada. Alguns cristãos se acostumaram de tal modo com a riqueza, que denominam aos que nada têm de amaldiçoados. Bem-aventurados não são aqueles que têm muito, mas os que estão dispostos a doar do que têm. Para ilustrar, contramos a estória de um mendigo que passou na porta de um espírita, um católico e um evangélico. Cada um deles tinha apenas um pão: o espírita refletiu a respeito do desprendimento para o aperfeiçoamento espiritual e doou todo o pão, preferiu ficar com fome; o católico, na dúvida a respeito da salvação pela fé ou pelas obras, dividiu o pão ao meio, cada um comeu a metade; e o evangélico, pensou, bem sou salvo pela graça, por meio da fé, não das obras, resolveu comer o pão sozinho e se prontificou a orar pelo mendigo. O cristão, de fato, é salvo pela graça, por meio da fé, não das obras, mas porque é salvo, deva praticar boas obras (Ef. 2.8-10).

Generosidade passe adiante

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A ORAÇÃO EFETIVA

O que é oração?
Oração é o homem comunicando-se com Deus e dando a Ele o direito e permissão de interferir nos assuntos da Terra. Através desta comunhão com Deus, o homem está essencialmente dando a Deus acesso para interferir nos assuntos da Terra através do próprio homem que é autoridade delegada por Deus na Terra. Oração, portanto, não é uma opção para a humanidade, mas uma necessidade. Se nós não orarmos, o Céu não pode interferir nos assuntos da Terra. É imperativo que nós assumamos a responsabilidade pela Terra e determinemos o que acontece aqui pela nossa vida de oração.É isso o que é oração – homem dando a Deus acesso às coisas que precisam ser feitas na Terra. É por isso que o homem precisa orar – pra que a vontade de Deus seja feita na Terra assim como é no Céu. É por isso que quando paramos de orar, nós permitimos que o propósito de Deus para o mundo seja impedido. Se nós não orarmos, nosso mundo estará suscetível à influência de Satanás e do pecado.

Chaves para Oração Efetiva
Antes de tudo, nós devemos ter um relacionamento íntimo com Deus a fim de que Ele possa ouvir nossas orações. As orações de Jesus eram efetivas porque Ele tinha um relacionamento com Deus. Ele sabia os propósitos de Deus, e orava de acordo com a vontade de Deus. Ele orava de acordo com o que Deus já tinha falado e prometido fazer. Nós temos que imitar a Cristo. Nós também temos que conhecer a palavra de Deus e orar o que Deus prometeu.

Segundo, oração fervorosa, efetiva não significa tentar convencer a Deus a fazer a nossa vontade. Significa que nós submetemos as nossas vontades a Ele e que a Sua vontade seja feita através da nossa vontade. Desta forma, a chave para a oração efetiva para nós como indivíduos é compreender a vontade de Deus para a nossa existência – como seres humanos em geral, e como indivíduos. Uma vez que entendemos nosso propósito, isto se torna a ‘matéria prima’ e a questão fundamental para nossa vida de oração.

Fé e Oração
Fé é um outro elemento chave para oração. Fé é a confiança ativa: confiança combinada com ex-pectativa e ação. Deus fala com fé e Sua palavra se torna vida. Nós somos criados à imagem de Deus e precisamos agir da mesma forma que Ele age – através de palavras de fé.
Há dois tipos de fé – fé negativa e fé positiva e ambas vêm do mesmo significado. Vêm do que nós ouvimos e acreditamos. O tipo de fé necessária no coração dos crentes é a fé que vem pelo ouvir da palavra de Deus. (Romanos 10:8 e 17)
Orações que são Respondidas
O único meio de estar seguros que nossas orações são respondidas é estar plenamente conectados a Deus. Quando gastamos tempo diante de Deus em oração, Deus nos dá Seus pensamentos, então nós sabemos o que Ele está pensando e quer que seja feito. Quando nós oramos assim, nossas orações devem ser respondidas. É por isso que um dos princípios importantes na oração é gastar tempo em quietude diante de Deus, antes que comecemos a fazer quaisquer pedidos. Em João 5:19 Jesus disse:
“Eu lhes digo verdadeiramente que o Filho não pode fazer nada de si mesmo; só pode fazer o que vê o Pai fazer, porque o que o Pai faz o Filho também faz.”
Este é o padrão de oração que eu suplico que vocês sigam. Leia a palavra de Deus, gaste tempo com Ele para conhecer Seu coração – o que Ele quer cumprir em você, através de você e ao seu redor, e então ore, que Ele realizará. Você pode estar seguro que suas orações serão respondidas
"Cantarei ao SENHOR enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu tiver existência." Salmos 104:33

Pensamento: Estamos sempre pedindo e pedindo, mas será que temos lembrado de louvar ao Senhor ??? Queremos sempre ouvir uma palavra de incentivo, uma palavra de amor, que nos conforte em meio a tantas lutas, porque estamos sempre olhando para as circunstâncias, e não percebemos quanta coisa o Senhor já fez... Sua graça e o Seu amor derramado por nós, deve ser motivo constante de gratidão, e motivo para que sejamos verdadeiros adoradores do Senhor. Portanto, cantemos louvores ao nosso Deus !!! Vamos adorá-lo !!! Pois digno És, de toda a nossa adoração e todo o nosso amor !!!

Oração: Pai querido, eu Te louvo, eu Te adoro, eu Te amo, Tu és meu Pai, Tu és meu amigo, Tu és a única e verdadeira razão da minha felicidade, é maravilhoso poder ser amado por Ti, quero viver a eternidade contigo, derrama do Teu espirito sobre a minha vida, uma porção dobrada, uma boa medida, recalcada e transbordante, quero estar sempre cheio para adorar ao Senhor... Obrigado por tudo... Em nome de Jesus. Amém

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A ORAÇÃO

Se passo um dia sem orar, eu logo sinto a diferença,
se passo dois dias sem orar, quem nota a diferença é minha esposa.
Quando passo uma semana sem orar, a igreja toda nota a diferença!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010



RESOLUÇÃO: CRESCEREI

Milita a boa milícia da fé [...] 1 TIMÓTEO 6.12

O maior inimigo da fé é a falta de compreensão da Palavra. Na realidade, todos os impedimentos contra a fé estão centralizados na falta de conhecimento real da Palavra de Deus.Por outro lado, nossa fé crescerá automaticamente à medida que crescer nosso entendimento da Palavra de Deus (Rm 10.17). Se nossa fé não está crescendo, é porque nosso conhecimento da Palavra do Senhor não está crescendo. Não há crescimento nem progresso espiritual sem aumento da fé.A melhor resolução que você pode tomar e dedicar-se, pois, ao estudo da Palavra!
Automaticamente, a sua fé crescerá. Logo, você crescerá e progrediráespiritualmente

sábado, 30 de janeiro de 2010

PROPOSITO E VISAO

Propósito e Visão
(Dr. Myles Munroe)

Propósito é o fundamento da visão. Visão é a manifestação do propósito. Propósito é o que você nasceu para fazer; visão é quando você vê isto. Uma das coisas mais maravilhosas é ter a oportunidade de fazer o que você está vendo. É assim que você sabe que está em seu propósito. Contudo, se você continua vendo algo a mais, onde você está é temporário. Visão é um vislumbre do seu propósito. Eu sonho o tempo todo e vivo em meus sonhos. Se você vive em seus sonhos, você elimina o estresse. Às vezes pessoas po-dem chamá-lo de louco. É bom ser louco e saudável. Se você diz que sua vida acabou e você está emperra-do onde está, você pode estar deprimido. Entretanto, se você tem um sonho além de onde você está, então você pode sempre planejar acordar para o seu sonho posterior que você pode lidar com as condições pre-sentes.
Onde você nasceu para estar é livre de estresse. Quando você está em seu trabalho, ele lhe dá e-nergia. Ele não esgota você. Você pode sempre dizer que quando não está em seu propósito; você está cansado. Entretanto, quando você está em seu propósito, precisam lhe dizer que é sua hora de almoço. Quando você está em seu propósito, você não trabalha mais por um salário. Você trabalha para maximizar o seu potencial.
Visão é o depósito de Deus no espírito do homem. Você nasceu por um propósito, e Deus o colocou em você. É por isto que a visão é relacionada com a palavra inspiração. Inspiração significa sopro de Deus. Quando você sopra em um balão, não há apenas ar dentro do balão, mas há o seu ar. Deus tomou você e assoprou dentro de você. Isto significa que seja o que for que haja em você, é o que Deus quis em você. Considere quando Jesus soprou em Seus discípulos depois da Sua ressurreição (João 20:22). Ele não soprou neles coletivamente. A Bíblia diz que Ele foi a cada um separadamente. O ponto é que Deus não sopra gene-ricamente. O que Ele sopra em nós não é o que Ele soprou em outra pessoa. Em outras palavras, o que você nasceu para fazer não é a mesma coisa que eu nasci para fazer.
Você está inflado e preenchido em seu propósito. Você está possuído com a designação de Deus pa-ra a sua vida. Não importa quantos passos você deu na direção errada. É possível ir à faculdade por quatro anos e gastar milhares de reais estudando o objeto errado. Quando você finalmente consulta a Deus, você descobre que o que você estudou não está relacionado ao que é esperado que você faça. É uma tragédia ser perfeitamente educado na coisa errada.
Visão é propósito em quadros. Acredite nos quadros mais do que no presente, e você terá paz. Pela alegria que lhe está proposta, você pode enfrentar os problemas do presente.

LIÇÃO 5 - TESOUROS EM VASO DE BARRO

TESOURO EM VASO DE BARRO

“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” 2 Co 4.7
INTRODUÇAO
Paulo continua defendendo seu ministério, o qual desempenha pela misericórdia de Deus. Deixa bem claro que a mensagem que prega e o genuíno evangelho. Nesse capitulo ele se compara a um vaso de barro, pequeno e frágil, mas que guarda um grande e precioso tesouro. Essa lição nos mostra que, a despeito da nossa fragilidade, o senhor nos usa na expansão do seu reino. Na aula de hoje atentaremos para a conduta do ministério de Paulo, a fragilidade e o conteúdo dos vasos de barros, e finalmente, da glorificação final desses vasos. Veremos que o Senhor decidiu, soberanamente, concretizar seus propósitos através de vasos frágeis, os quais, paradoxalmente, conduzem um conteúdo precioso.
I. PAULO APRESENTA O CONTEÚDO DOS VASOS DE BARRO (4.1-6)

2.Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia, nem falsificando a palavra de Deus; e, assim, nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade. Neste versículo Paulo contrasta sua personalidade com a dos falsos apóstolos. Note que Paulo, rejeita as coisas que por vergonha se ocultam, se referindo aos falsos apóstolos,ele fala que suas obras por vergonha, baixeza, ignomínia, não são dignas de serem repetidas (Ef 5.12), são atitudes condenáveis, as quais são reveladas pela luz do Evangelho (Ef 5.13).Os Falsos apóstolos, andam com astúcia e falsificando a palavra de Deus. Apesar de Paulo não falar os detalhes das obras desses homens, ele nos revela em outras passagens que tipo de obras eles praticavam, quais sejam: Andavam com falsos discursos, artimanhas que induziam ao erro doutrinário (Ef.4.14); Adulterando, prostituindo, falsificando Palavra, interpretando conforme suas crenças; Corrompendo e explorando alguns irmãos, para atender interesses pessoais (2 Co 7.2); Mercadores da Palavra (2 Co 2.17); era comum em seus discursos, palavras de lisonjas e suaves (Rm 16.18); Eram inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18), ou seja, não sofriam por amor a obra de Deus, mas, se preocupavam com as coisas terrenas, eram materialistas (Fp 3.19).Paulo não distorce a Palavra de Deus (2) e prega a Jesus e não a si mesmo (5).A mensagem do apóstolo é simples, ele não trata de si mesmo, mas do Cristo Crucificado (II Co. 4.5), escândalo para os judeus e loucura para os gregos (I Co. 1.23).
4.Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos que não crêem, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
Apesar de Paulo ter explicado várias vezes várias doutrinas elementares do ministério da Nova Aliança, que é revelado através do Evangelho de Cristo, muitos judeus e gentios estavam com o entendimento “fechado”, “cego”, mesmo Paulo apelando para suas consciências (4.2), afim de manifestar-lhes a verdade, mesmo assim eles não entendiam a mensagem da cruz de Cristo, conseqüentemente estavam se perdendo. Satanás cega as mentes dos não crentes, evitando que vejam a luz do evangelho. O deus deste século (Jo 12.31; 14.30; 16.11; Ef 2.2), ao chamar Satanás de “deus deste século”, Paulo mostra uma força sobrenatural - maligna, nos “bastidores” da vida real da humanidade, que emana da pessoa de Satanás, que tem cegado todos os que defendem e praticam a impiedade e perversão da Palavra de Deus(MT 13,4,19). (Ef 2.2,3 ) – ele rege o pensamento predominante do mundo(Política, cultura, artes e religião) .O apostolo se refere a “era presente” em contraste com a “era futura” . “ Um bom general deve penetrar no cérebro de seu inimigo”. Satanás empregas idéias universalmente aceitas, para convencer as pessoas que suas sugestões ardilosas são validas, “ Todos estão usando drogas, que mal faz experimentar ?”, “ Ninguém mais e fiel no casamento”, “ Virgindade e coisa ultrapassada, careta”, “ Seu casamento esta ruim, tente ser feliz com outra pessoa”, “Ter essa criança vai atrapalhar sua vida”.
II. PAULO EXPÕE A FRAGILIDADE DOS VASOS DE BARRO (4.7-12)
V 7 – “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.” Paulo retrata nosso corpo como um vaso de barro no qual Deus colocou um grande tesouro, o evangelho. No antigo oriente os vasos de barro eram comumente encontrados nos lares. Diferentemente dos vasos de metal ou de vidro, os de barro eram adquiridos por baixo preço e quebravam com facilidade. O que Paulo quer dizer ao usar a metáfora do vaso de barro? A figura usada fala da pequenez, da fragilidade do homem, que mesmo assim e o instrumento que Deus usa para a expansão do seu reino (I Co. 1.26-28) .O vaso só adquire valor se colocado nele algo precioso.” O viver cristão não e a remoção da fraqueza, tampouco e meramente a manifestação do poder divino;e a manifestação do poder divino na fraqueza humana. O cristão não e como um ser angelical , mas continua humano e cheio de fraquezas . A presença do espinho na carne proporcionou a Paulo maior graça (2 Co 3.5; 12.7-10)
A fraqueza do homem só serve para engrandecer a mensagem
Saber que o poder é de Deus, e não nosso, deve nos afastar do orgulho e nos motivar a manter nosso contato diário com Ele, nossa fonte de poder. Nossa responsabilidade é deixar que as pessoas vejam Deus por nosso intermédio.
Os problemas e as limitações humanas trazem muitos benefícios:
1. Ajudam-nos a lembrar o sofrimento de Cristo por nós;
2. Ajuda a não termos orgulho;
3. Ajudam-nos a ver além dessa vida tão curta;
4. Provam a nossa fé;
5. Dão a Deus a oportunidade de demonstrar seu grande poder. Não se ressinta por seus problemas. ‘Veja-os como oportunidades de adquirir experiências com o Senhor’” Neste ponto da carta, Paulo discute a realidade do sofrimento na vida cristão e a forma como devemos agir. “8 Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. 9 Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” .
As aflições são inevitáveis, porém o consolo divino traz refrigério e descanso, 2Co 1.3,4 “ Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.”
De quatro maneiras Paulo enfatiza que o poder de Deus vencia sua fraqueza no ministério: 1) Os problemas pressionavam severamente de todos os lados (ou de todas as formas), mas por causa do poder incomparável de Deus, eles não podiam angustiá-lo — o que também pode significar que eles não podiam nem mesmo restringi-lo de disseminar o Evangelho; 2) Ele às vezes via-se perplexo diante das muitas adversidades, e nem sempre entendia o que lhe sobrevinha e os motivos de tais coisas estarem acontecendo, mas nunca tinha o tipo de desespero que duvidava de Deus; 3) Ele era perseguido (no grego, inclui as idéias de ser expulso e perseguido de lugar em lugar; cf. At 14.5,6; 17.13), mas não ficava desamparado. O Senhor não o abandonou, nem seus companheiros o deixaram em apuros; 4) Ele era abatido pelos inimigos, mas não destruído ou arruinado” (HORTON, Stanley M. I & II Coríntios. 1 ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003, p. 203).
“Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos”(10); Paulo faz uma descrição dessas experiências, identificando-as com os sofrimentos e morte de Jesus Cristo. E um relacionamento intimo, profundo
Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele – Fp 1.29
Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte – Fp 3.10
Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja – Cl 1.24
Sofre pela igreja 11,12
III. PAULO FALA DA GLORIFICAÇÃO FINAL DESSES VASOS DE BARRO (4.13-18)
Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco - 4.14 ( I Co. 15.20-23 ) .Um corpo ressurreto (1Co 15.52-54)

Os sofrimentos do tempo presente não são para ser comparados com as glórias por vir que em nós serão reveladas (Rm. 8.18). As tribulações de Paulo foram leves e momentâneas apenas no seu modo de ver (I Co. 1.8,9; 2.4; 4.8,9; 6.4-10; 11.24-27), pois ele não atentava para as coisas visíveis, mas para as invisíveis e eternas (II Co. 4.18; Rm. 8.19-23; Fp. 3.20-21).Paulo mostra que o vaso, ou seja, o homem exterior esta se desgastando, mas o tesouro que esta nele continua intacto.
Ele insta com eles para que não deixem que as coisas temporais e visíveis os façam perder a visão das coisas invisíveis e eternas.
O cristão não deve se preocupar tato com o cuidar do “vaso” a ponto de negligenciar o tesouro que nele há.
O homem exterior não deve merecer mais atenção que o homem interior
CONCLUSÃO
Somos frágeis vasos de barro, mas em nos esta um grande tesouro.

Nossa força vem do Senhor
Não perca a perspectiva da eternidade
Valorize mais o homem interior (parte espiritual) que o homem exterior