sábado, 1 de maio de 2010

Dia do Trabalho

Do trabalho de tuas mãos comerás. Salmo 128.2
Vejo na televisão mais um caso de corrupção. Dinheiro nas meias, nas cuecas, nas contas do exterior, dentro de Bíblias... não faz mais diferença nem causa espanto se este dinheiro está ligado a drogas, política ou religião. Não causa escândalo que pastores estejam envolvidos no esquema. Não dói mais na alma - dizemos que é uma armadilha do diabo e salvamos nossos pregadores de araque, sem caráter e enganadores. Em toda parte, as pessoas querem empregos, colocações, posições, títulos, dinheiro. Gil Vicente, um antigo autor teatral português, certa vez escreveu um poema em que havia dois personagens: um se chamava Ninguém e o outro se chamava Todo Mundo. Na peça, ele dizia isso: "Todo mundo quer descanso e Ninguém quer trabalho". Não é o mesmo ainda hoje, tantos séculos depois? Mas a Palavra de Deus nos diz que a alegria da vida é comer do trabalho das próprias mãos. Nada é mais dignificante do que a honra. Não dever nada a ninguém, exceto o amor, como Paulo diz. Saborear o alimento que não é fruto de opressão nem engano, mas do esforço honesto. Sentir na boca o gosto do suor, do empenho, da dedicação, do reconhecimento. Agraciar-se com o aroma gostoso que resulta de uma vida de dignidade, de honradez, de fidelidade. Por mais utópico que pareça, ainda é o melhor para quem tem em mente a vontade de Deus e não o sucesso deste mundo.

Oração: Senhor, que eu deseje viver e trabalhar conforme o Teu propósito, pois de que vale ganhar o mundo inteiro e perder minha alma?
Pensamento para o dia: Meu trabalho honesto engrandece o nome de Deus.
Oremos por este dia.
Hideide Brito Torres, Cataguases, MG

sexta-feira, 30 de abril de 2010

COSMOVISÃO CRISTÃ

COSMOVISÃO CRISTÃ: O MUNDO VISTO PELAS LENTES DA BÍBLIA
Valmir Nascimento Milomem
Como você reage diante dos acontecimentos do mundo? Qual é a sua opinião a respeito do aborto ou da sexualidade, por exemplo? O que você pensa sobre o casamento? Que rumos a educação ou a política devem seguir? Todas as vezes que você precisa definir-se diante de questões do cotidiano, recorrerá a um conjunto de princípios e de pressuposições que traz dentro de você, resultado da sua experiência de vida e da sua cultura. A esse conjunto de princípios damos o nome de cosmovisão.
O termo cosmovisão é uma tradução da palavra alemã weltanschauung, que significa “modo de olhar o mundo” (welt: mundo; schauen: olhar). É a maneira como encaramos, agimos e reagimos diante dos acontecimentos. Em outras palavras, cosmovisão é um conjunto de suposições e crenças que utilizamos para interpretar e formar opinião sobre nossa humanidade, o propósito da vida, nossos deveres, responsabilidades familiares e afetivas, interpretação da verdade, questões sociais, etc.
Para facilitar a compreensão, Nancy Pearcey, no livro Verdade Absoluta (Ed. CPAD), diz que a cosmovisão é como um mapa mental que nos diz como navegar de modo eficaz no mundo. É a impressão da verdade objetiva de Deus em nossa vida interior. Já Norman Geisler escreve que “cosmovisão é semelhante a uma lente intelectual através da qual enxerga-se o mundo. Se alguém olha através de uma lente vermelha, o mundo lhe parece vermelho. Se outro indivíduo olha através de uma lente azul, o mundo lhe parece azul” (Fundamentos Inabaláveis, Ed. Vida, p. 15).

Medo globalizado!

"No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor" - I João 4:18.

Se existe uma palavra que não tem receio de ficar desempregada nesta globalização que estamos vivendo é a palavra "MEDO". Não me refiro ao medo natural - como medo de altura, medo de atravessar uma avenida movimentada, medo de fogo... pois isso é até uma maneira de salvaguardar a vida; mas do medo gerado e contido na alma.

Aquele que consegue deixar uma pessoa que foi criada a imagem e semelhança de Deus inerte, engessada, amargurada. Medo que paralisa o adorador; que engessa o missionário, que cala o pastor, que rouba a força do obreiro, que mina a vida, que neutraliza o trabalhador.

Facilmente encontramos tecnologia para fazer praticamente tudo, mas encontramos também um crescente número de pessoas com síndrome do pânico. Que triste marca do presente século!

Pessoas com medo até mesmo de colocarem os pés fora de casa. Ora, de onde procede isso? É certo que não tem origem no céu!

Outras, com medo do desemprego, medo de serem assaltadas, medo de ficarem sozinhas, medo de não se casar, medo de pegar uma doença e por ai a fora...

Agora, ao olharmos para o ponto de vista de Deus, Ele diz que o perfeito amor, lança fora todo medo. Sabe por quê?

Porque o perfeito amor é Ele mesmo. Ele é amor. Ele amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho, a saber, Jesus Cristo para que todo o que nEle crer não pereça, mas, tenha a vida eterna.

Este "Não pereça" é já no presente. É para se desfrutar agora, já, neste instante. Quem O convida para entrar em sua vida, Ele entra e assim que Ele entra, vai lançando fora TODO o medo. Não é parte do medo, mas TODO, pois TUDO o que Ele faz é perfeito.

Quanto Deus está no centro de nossas vidas, pois Ele não quer habitar nos bairros, na periferia, mas no centro... bem quando Ele está no centro, Ele lança fora todo o medo, compreende, pois Ele é o amor verdadeiro e o trabalho de lançar fora o medo, é dEle, pois se depender de nós ficaremos até mesmo com medo de lançarmos o medo para fora.

Então passamos a viver uma vida confiante, porque Ele nos impele a isto, conforme diz o Salmo 91: "Caiam mil a minha direita e dez mil a minha esquerda, e eu não serei atingido..." ou ainda Isaias 1:19, pois lá existe uma maravilhosa promessa que diz: "Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra".

Ele nos fez e dele somos - somos ovelhas do Seu pastoreio, portanto, Ele não quer ver a criação sofrer angustias e medos, se esvaindo ou definhando por isso. Ele já deu um passo na direção do homem, agora o homem tem que dar um passo na direção de Deus. Não devemos nunca se esquecer: Nós somos criaturas... Ele é o criador...

O que te aflige neste dia? Não importa, apenas atente para o que diz Salmo 37:3-6

"Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará. Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia".

Amém e amém!
por Vilson Ferro Martins - www.vozdotrono.com.br

terça-feira, 30 de março de 2010

CRENÇAS METODISTAS

1. CREMOS NA BÍBLIA
2. CREMOS EM DEUS
3. CREMOS EM JESUS CRISTO
4. CREMOS NO ESPÍRITO SANTO
5. CREMOS NAS PESSOAS
6. CREMOS NA CRUZ
7. CREMOS NO PERDÃO DOS PECADOS
8. CREMOS NA VITÓRIA POR MEIO DA VIDA DISCIPLINADA
9. CREMOS NA CENTRALIZAÇÃO DO AMOR
10. CREMOS NA CONVERSÃO, NA CERTEZA E NA PERFEIÇÃO CRISTÃ
11. CREMOS NA IGREJA
12. CREMOS NO REINO DE DEUS
13. CREMOS NA VIDA ETERNA

Porque você deve participar de uma célula

Uma célula é um grupo constituído de cinco a quinze pessoas, reunindo-se semanalmente para aprender como tornar-se uma família, adorar o Senhor, edificar a vida espiritual uns dos outros, orar uns pelos outros e levar pessoas ao Evangelho.

Cada célula deve ter no mínimo cinco pessoas e não deverá ultrapassar o limite de quinze. Os grupos de Moisés eram constituídos de 10 (Ex 18.21) e Jesus liderou doze. Quinze pessoas são o número ideal de membros para uma célula. Quando atingir esse limite, a célula deve se multiplicar.

1.Onde a célula se reúne?
Apesar de preferirmos residências, uma célula pode se reunir também em empresas (na hora do almoço), em escolas, em salões de festas (de condomínios) e em qualquer lugar onde haja um mínimo de silêncio e privacidade. Só não recomendamos reuniões em bares ou lugares semelhantes. Quando a célula não se reunir numa casa, naturalmente não haverá ali a figura do anfitrião. A maioria das células acontecem em residências.

2.Por que uma célula não pode ter mais de quinze pessoas?
Não há tempo suficiente numa reunião para mais de quinze pessoas receberem ministração e compartilharem no grupo. É muito difícil para um líder, mesmo com um auxiliar, apascentar mais de quinze pessoas. Também, as casas, normalmente, não comportam mais do que quinze pessoas numa sala, para uma reunião.

A razão para se limitar o número de pessoas numa reunião de células tem muito a ver com ?linhas de comunicação?. ?Quando duas pessoas se encontram, existem duas linhas de comunicação. Quando três estão reunidas, existem seis. Se há quatro pessoas reunidas, então temos doze. Se há cinco, o número sobe para vinte, e quando chega a dez, já são noventa linhas de comunicação. Quinze pessoas reunidas resultam em 210 linhas de comunicação, ou seja, a comunicação já não é apropriada?.

3.Cuidado! Isso pode não ser uma célula!
Existem alguns tipos de grupos que não são células. Assim precisamos também saber o que não é uma célula.

a)Grupo de oração
Normalmente esse tipo de grupo é composto de pessoas que têm a seguinte atitude. ?O que esse grupo pode fazer por mim??

b)Grupo de estudo bíblico
O problema deste tipo de grupo é que ele não estimula o compartilhar de necessidade e nem a verdadeira comunhão; pelo contrário, tende a se tornar um grupo restrito e fechado, onde o incrédulo não é bem-vindo.

c)Grupo de discipulado
Este tipo de grupo procura um crescimento espiritual num ambiente fechado e exclusivista.

d)Ponto de pregação
Grupos assim têm como deficiência básica o fato de não compartilharem a realidade da vida do Corpo. As pessoas vêm e vão e o grupo é só um ajuntamento.

e)Qualquer grupo com as seguintes características:
Grupo fechado, criado só para as pessoas de um departamento da igreja;
Qualquer grupo que não tenha a multiplicação como objetivo;
Qualquer grupo que não se submeta à liderança geral das células;
Qualquer grupo que seja apenas uma reunião social.
Cuidado! Não se engane! Esses grupos acima não são células!

4. Como é uma célula?
A célula não é um grupo de oração, ainda que a oração seja um dos seus ingredientes básicos. Não é um grupo de discipulado, ainda que o discipulado aconteça espontaneamente. Não é um grupo de estudo bíblico, ainda que a edificação seja forte nas reuniões. Não é um grupo de cura interior, ainda que seja um lugar de restauração. Não é um ponto de pregação, ainda que o objetivo básico de cada célula seja a multiplicação. A célula é um pouco de cada um desses grupos.

A célula da igreja pode ser comparada a uma célula do nosso corpo. A célula não é o corpo todo, mas traz dentro de si todas as informações necessárias para gerar um corpo inteiro. Isto é o que nós chamamos de informação genética.
Nesse contexto, célula é simplesmente uma miniatura da igreja, reunindo-se nas casas. Não existe algo tal como um ministério de células; as células são o lugar onde os ministérios afluem.

A célula é muito maior que a sua reunião. Se a célula só existe no dia da reunião, então não é uma célula, mas apenas um culto caseiro. A célula acontece a semana toda: no supermercado, no shopping, na caminhada, no lazer, nas casas. Sempre que os irmãos se encontram, a célula acontece. A primeira característica da célula é ser comunidade, e não o fato de existir como uma reunião.

a)A célula não é um lugar onde, a cada semana, comparece um grupo diferente de pessoas
Apesar da reunião de célula não ter como objetivo o evangelismo, o visitante será sempre bem-vindo. Na verdade, a célula visa a multiplicação, enquanto a reunião propriamente dita, está voltada para edificação.

Ainda que a reunião não seja evangelística, todo o projeto final da célula visa à multiplicação. Crentes realmente edificados na Palavra são crentes frutíferos. E o lugar adequado para se frutificar é no círculo familiar, na escola, no trabalho. A reunião do grupo funciona como um lugar de treinamento e motivação, para que cada um possa enfrentar, com ousadia, a guerra lá fora.

b)Uma célula possui endereço e dia certo de reunião.
Existem igrejas onde a reunião da célula é feita, a cada semana, na casa de um dos membros do grupo. A nossa experiência, porém, tem demonstrado, que um lugar de reunião definido produz no grupo um senso de identidade, constância e segurança.

c)A célula se reúne regularmente.
A chave para a comunhão é a constância, a regularidade. Não basta ter um lugar de reunião, é preciso que o grupo se reúna numa base regular, semanalmente. Nenhum relacionamento sólido e gratificante pode ser construído sem convivência. É a convivência que vai produzir vínculos de amor, de amizade e de aceitação.

d)A célula é homogênea.
Quando participamos de um grupo que possui as mesmas características gerais peculiares a nós, nos sentimos muito mais à vontade para compartilhar. Em nossa igreja, as células são padronizadas por faixa etária e não por sexo. Assim, temos redes de células de crianças, adolescentes, jovens e casais (mas temos também algumas células mistas).

COMENTARIO - LIÇÃO 01

Jeremias, o profeta da Esperança

Leitura Bíblica em Classe
Jeremias 1.1-10

I. A origem sacerdotal do profeta Jeremias
II. A vocação de Jeremias
III. O estado civil de Jeremias
IV. A postura profética de Jeremias

Tema do Subsídio

Visão panorâmica e conceito de Justiça no Livro de Jeremias

Prezado professor, estamos iniciando mais um trimestre de Lições Bíblicas. O tema a ser abordado é “Jeremias: Esperança em tempos de crise”. O livro de Jeremias é rico em profecias (que se cumpriram e vão cumprir) e episódios históricos importantes que marcam a história do povo hebreu. Mas acima de tudo, o livro de Jeremias tem o ponto central que iremos abordar neste subsídio: a Justiça de Deus. O princípio de Justiça permeia todo o livro do profeta Jeremias. No subsídio dessa lição, além de abordar o conceito de Justiça de Deus, faremos uma análise panorâmica do livro de Jeremias denotando as seguintes questões: Data, autoria, esboço teológico, sermões e passagens importantes do livro de Jeremias. Outras questões a serem consideradas nesse subsídio são a missão do profeta e lições contemporâneas proveitosas para a vivência atual da igreja do Senhor nesse mundo. Desejamos ao prezado professor, um rico aprendizado nesse trimestre! Deus abençoe as suas aulas!

Data e autoria

Fortes evidências internas identificam Jeremias como o autor do livro que leva seu nome. Muito de seu conteúdo foi compilado exatamente antes da rendição de Jerusalém, em a.C.

Esboço teológico

I. A Missão de Jeremias (1 – 10)
II. A violação da Aliança (11 – 20)
III. A aproximação do julgamento (21 – 29)
IV. A nova aliança (30 – 33)
V. A queda de Jerusalém (34 – 52)

Sermões[1]

Na época de Josias: Jr 2.1 – 3.5; 3.6 – 6.30; 7.1 – 10.25; 18.1 – 20.18
Nos dias de Jeoaquim: Jr 14 – 17; 22 – 23; 25 – 26; 35 – 36; 45 – 48
No dias de Zedequias: Jr 21; 24; 27 – 34; 37 – 39; 49
Nos dias de Gedalias[2]: Jr 40 – 44
As últimas mensagens: Jr 50 – 52

Principais passagens

Jr 2. O profeta classifica os pecados de Judá
Jr 17. O pecado é uma questão de foro íntimo da humanidade
Jr 23. Os falsos profetas. Como identificá-los
Jr 28. Os profetas falsos versus os verdadeiros
Jr 31. Deus promete uma nova aliança a seu povo

A Justiça de Deus

A Justiça de Deus é tema recorrente no livro de Jeremias. No Antigo Testamento há vários termos que caracterizam o conceito bíblico de Justiça, onde nesta oportunidade destacaremos três: yashar; mishpat; sedeq. O termo yashar denota o caminho “reto”, “direito”, “suave”, apontando o princípio de retidão norteadora no caminho do indivíduo (Pv 9.15; Pv 15.21). A palavra mishpat denota julgamento, o termo informa que o juíz que julga as causas, deve portar o atributo do mishpat, ou seja, da “justiça”, do “direito” e da “retidão”. O terceiro termo, sedeq, assinala o que é “justo”, “direito” ou “normal” como peso e medidas plenos de justiça. O Eterno é o Deus de Justiça (Is 30.18), é inconcebível o Eterno não agir segundo a sua Justiça e não exigir de sua criatura o exercício dos princípios dessa Justiça (Mt 5.6). Deus julga justamente (Sl 9.4) e os seus julgamentos são corretos e executados para o supremo bem da humanidade (Sl 119.75). Eis a Justiça de Deus!

A missão profética de Jeremias

Diante do conceito de Justiça, Jeremias é impelido por Deus a proclamar o juízo do Senhor em relação ao destino da nação hebreia, cuja face virou para o Eterno. A servidão a deuses, as injustiças sociais, as alianças indevidas, a inobservância do descanso da terra, foram fatores determinante para o exercício do juízo que o Senhor ordenou.
Na época dos reis Josias (640-609 a.C.); Jeoaquim (609-598 a.C.); Joaquim (598-597 a.C); Zedequias (597-586 a.C.); Judá foi dominada por Babilônia. É nesse contexto que a sentença de Deus foi anunciada, onde Jeremias recebeu a incumbência de Deus para desempenhar uma missão nada popular: conclamar todo Judá a submeter-se ao império babilônico como uma disciplina ordenada pelo Senhor. Os reis e o povo de Judá não aceitaram essa mensagem e na mesma medida rejeitaram a Deus em favor das divindades pagãs.

Lições Contemporâneas no livro de Jeremias

No contexto nacional da sociedade hebreia onde a majoritariedade dos “oráculos” que egocêntricos predominavam, não havia a permissão para qualquer comunicação pessimista da ação praticada por parte da nação judaica. Deve-se levar em conta que no contexto vivencial de Jeremias, a maioria dos profetas pronunciava profecias otimistas, de conquistas e independência, enquanto Jeremias - o profeta solitário - sustentava a verdade estabelecida por Deus, sobre o seu povo, nada popular.
Enquanto o profeta solitário proclama o juízo de Deus, os demais profetas proclamavam o sofismo triunfalista. Naturalmente o profeta Jeremias foi desacreditado pela elite judaica e rejeitado pelo sistema institucional da época. Seus algozes já tinham planejado o discurso triunfalista de conquista e domínio, mas mal sabiam eles que os seus destinos já estavam sacramentados, eles não voltariam atrás.
O livro do profeta Jeremias vai ao encontro de uma realidade presente hoje no contexto contemporâneo: a sedução triunfalista do povo. Essa sedução é tão enraizada, como nos dias de Jeremias, que não se cogita a possibilidade desses devaneios serem removidos do nosso seio. O povo de Deus deve atentar que o Altíssimo tem sempre um plano perfeito para executar, e nem sempre a forma de articulá-lo entre os seres humanos é bem vinda. O importante e o que é inegociável são a destreza de discernir o tempo presente e a confiança de está sob a soberania do Eterno custe o que custar. A sua graça é plenamente suficiente!